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Estados celebram Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha com marcha virtual, caminhada e intervenções artísticas

Reunião entre mulheres negras e quilombolas em Oriximiná, no PA — Foto: Arquivo Arqmo/Divulgação

Homenagens em alguns pontos do país marcaram o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que é comemorado em todo o dia 25 de julho.

A data foi celebrada neste domingo com marcha virtual, caminhada, debates e intervenções artísticas.

No Brasil, o dia é reconhecido pela Lei nº12.987, que institui o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, homenageando uma das mulheres que é símbolo de resistência e liderança na luta contra a escravização.

São Paulo

Ativista Simone Nascimento na Marcha Virtual das Mulheres Negras de São Paulo 2021 — Foto: Reprodução/Youtube

Em São Paulo, o dia foi comemorado com uma marcha virtual por causa da pandemia. O evento foi exibido no canal oficial do YouTube da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, com discussões, projeções, exibição de documentário e intervenção artístico-cultural.

Durante a atividade, diversas ativistas leram um manifesto evocando a famosa frase de Conceição Evaristo: “Eles combinaram de nos matar. E nós combinamos de não morrer.”

No manifesto, mulheres negras de SP pedem por “vacina, moradia, comida, emprego e demarcação de terras quilombolas e indígenas”. E afirmam: “Nem fome, nem tiro, nem Covid.”

Rio de Janeiro

Ativistas pelos direitos humanos e homenageadas no memorial: festejando a resistência — Foto: Reprodução/Redes sociais

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), um mural dedicado a mulheres negras foi reinaugurado neste domingo (25), depois de ter passado por uma restauração por causa de atos de vandalismo.

O muro, construído há pouco mais de um mês, teve o rosto das mulheres homenageadas pintado com tinta branca no dia 18 de julho.

O evento deste domingo aconteceu no Viaduto do Centenário, onde fica o memorial, e contou a presença de algumas homenageadas, como as ativistas pelos direitos humanos, Rose Cipriano, Silvia Mendonça e Fátima Monteiro.

“A reconstrução do memorial é nossa amostra de que iremos resistir quantas vezes formos provocados e sofrermos atos como esses. Ninguém apagará a memória da resistência”, afirma Rayssa Pereira, integrante da IDMJR.

O ato marchou contra o preconceito e em busca da valorização da identidade cultural e igualdade entre gênero, um grupo de mulheres negras e descendentes de quilombolas.

A iniciativa é da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (Arqmo) e do grupo Dandaras.

“Pretendemos sensibilizar a sociedade e representantes do poder público para a necessidade da assegurar e garantir o direito a igualdade de gênero, valorização humana e da identidade, além de lutar contra o racismo e preconceito”, ressaltou Claudinete Colé, diretora administrativa da Arqmo.

Minas Gerais

A beleza negra e o empoderamento da mulher são temas de exposição que está aberta ao público em Petrópolis, no RJ — Foto: IMCE/ Divulgação

Já em Juiz de Fora, as homenagens serão marcadas por uma semana de debate que começa na nesta segunda-feira (26). A “Semana das Pretas” terá o objetivo de colaborar para ampliar as discussões sobre o lugar da mulher negra ao longo da história e na atualidade.

A iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), em parceria com a Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), conta com oficinas, publicações especiais e podcast abordando o tema. A programação vai até a próxima sexta (30).

“A luta das mulheres negras, cada qual no seu tempo, é de valor imensurável pela luta da igualdade racial no Brasil e no mundo”, afirmou a secretária executiva do Conselho de Políticas para Igualdade Racial da SEDH, Sandra Maria de Jesus.

“Temos as referências que são a Tereza de Benguela e Cirene Candanda, que lutaram pela igualdade racial e entre todas as pessoas. Diante de toda essa representatividade, precisamos dar continuidade a esta luta tão importante”.

Sobre o 25 de julho

Em 1992 um grupo de mulheres iniciou uma mobilização pela criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas, juntamente à Organização das Nações Unidas (ONU), e conseguiram que o dia 25 de julho fosse reconhecido como o Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

No Brasil, o reconhecimento ocorreu em junho de 2014 por meio de legislação.


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