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LG encerra produção em Taubaté: entenda impacto da medida na cidade


Empresa sul-coreana decidiu deixar mercado de celulares e transferir linha de monitores e notebooks para a unidade que mantém em Manaus (AM). LG encerra produção em Taubaté
TV Vanguarda/Reprodução
A LG anunciou nesta semana o fim da produção na fábrica de Taubaté (SP). A empresa sul-coreana decidiu encerrar as operações globais em celulares, no Brasil produzidos exclusivamente na unidade, e transferir o setor de monitores e notebooks para a fábrica de Manaus (AM).
A medida deve gerar o fechamento de 700 postos de trabalho diretos, além de afetar a cadeia produtiva na região. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, três fornecedoras exclusivas da LG também devem encerrar as atividades com a perda da demanda da sul-coreana, causando a demissão de outras 430 pessoas. Veja abaixo como o fim da produção da LG na fábrica em Taubaté impacta a cidade:
O que a LG anunciou? A LG anunciou o encerramento global da produção de celulares e a transferência da linha de monitores e notebooks para a fábrica de Manaus (AM), onde já produz aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros eletrodomésticos da chamada linha branca.
A decisão de encerrar a produção em Taubaté está ligada principalmente na saída da sul-coreana do mercado de celulares. A fábrica no interior de São Paulo era a única da companhia no país voltada para a produção de smartphones.
Com a queda na produtividade da planta, a empresa decidiu pela transferência do setor de monitores e notebooks para outra unidade. Assim, a LG deixa de produzir em Taubaté e deve manter apenas o setor de call center e assistência técnica na cidade. Sindicato diz que LG vai fechar fábrica de monitores e notebooks em Taubaté
A LG vai encerrar a operação em Taubaté?
Não. Apesar disso, vai encerrar a produção na cidade, o que representa a maior parte do trabalho da planta. A empresa sul-coreana deve manter apenas os setores de call center e assistência técnica na cidade e 300 trabalhadores devem continuar na companhia.
Por que a LG vai encerrar a produção em Taubaté?
Com uma fatia de apenas 2% do mercado de smartphones no mundo em 2020, segundo a empresa de análise Counterpoint Research, a decisão está ligada principalmente à saída da sul-coreana do mercado de celulares. A fábrica de Taubaté era a única da companhia a produzir celulares no país e foi afetada após a empresa optar por deixar globalmente do mercado de celulares após sucessivos prejuízos no setor. “Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) [em perdas] até o final de 2020”, informou a LG em nota.
A empresa informou que, antes da decisão de encerramento, tentou vender o setor a outras empresas, mas sem sucesso. Como consequência da medida, a empresa decidiu pela transferência do setor de monitores e notebooks de Taubaté para outra unidade. LG deve demitir cerca de 700 trabalhadores com encerramento de produção em Taubaté
Quantas demissões serão feitas?
Ao todo, cerca de 700, dos 1 mil funcionários diretos, devem perder o emprego. Com o encerramento da linha de celulares, computadores e notebooks a empresa vai demitir 400 funcionários do setor de celulares e 300 dos setores de notebook e monitores.
Além das demissões diretas, outros 400 postos de trabalho devem ser encerrados nas empresas terceirizadas. As empresas ficam em Caçapava e São José dos Campos e, segundo o sindicato da categoria, não teriam como manter a produção sem a demanda da LG. A LG informou que negocia com o sindicato para adotar compensação adicional aos direitos já vigentes e que avalia todas possibilidades, como realocação, transferência ou rescisão.
Qual o impacto nos tributos?
A empresa está na cidade desde 1997. No último ano, pagou à prefeitura de Taubaté R$ 396.759,70 em IPTU e R$ 1,4 milhão em Imposto Sobre Serviço (ISS).
O que dizem a Prefeitura e o Estado sobre a medida da LG
A Prefeitura de Taubaté informou que “desde início de fevereiro, em tratativas entre LG e prefeitura, a empresa informa que tem interesse em reativar a operação da linha branca (Geladeiras, lavadoras, etc), sendo o único impeditivo o alto valor do ICMS praticado no Estado”. A gestão informou que atua com redução de impostos lei, para que a empresa permaneça na cidade e os empregos sejam mantidos dentro do limite legal. E que informou ao governo estadual que, caso haja negociação sobre ICMS na planta de Taubaté, a LG informou que há condições de reativar a produção de linha branca na branca na cidade. Já o governo estadual informou que “desconhece qualquer decisão da LG de encerrar produção de notebooks e monitores em suas unidades no Estado. A LG não procurou o Governo do Estado para tratar de qualquer questão tributária”. A informação contraria o que foi divulgado pelo sindicato e pela Prefeitura de Taubaté após conversas com a LG. Apesar disso, a informação sobre tributos não foi comentada pela empresa. Ainda segundo o Estado, a gestão “acompanha a situação dos trabalhadores da LG e trabalha intensamente na atração de investimentos para a região. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico esclarece que recebeu hoje um ofício do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e que irá agendar uma reunião com seus representantes”.
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