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Funcionários de fornecedoras da LG entram em greve após anúncio de fim da produção de celulares em Taubaté


Cerca de 400 funcionários entraram em greve em empresas de Caçapava e São José dos Campos. Medida foi tomada após anúncio de que a LG vai deixar a produção de celulares no Brasil. Funcionários de fornecedoras da LG entram em greve após anúncio de fim da produção de celulares em Taubaté
Lucas Lacaz/Sindicato dos Metalúrgicos
Cerca de 400 funcionários de três empresas fornecedoras da LG entraram em greve nesta terça-feira (6). Os trabalhadores iniciaram a paralisação em protesto, após a decisão da sul-coreana de deixar a produção de celulares, que impacta a unidade de Taubaté. Funcionários da LG vivem apreensão por futuro incerto com fim da divisão de celulares: ‘faltou consideração’
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A paralisação começou às 6h da manhã nas plantas das empresas Blue Tech e 3C, em Caçapava, e Sun Tech, em São José dos Campos. Ao todo, as empresas mantêm 430 funcionários que atuam na cadeia de produção de celulares da LG e que vão ser impactados com o fim das atividades. Terceirizadas da LG entram em greve após anúncio de fechamento da divisão de celulares
As unidades recebem matéria-prima da empresa sul-coreana e produzem os aparelhos, que depois são enviados para a fábrica de Taubaté, onde recebem a certificação e são enviados para centros de distribuição.
De acordo com o sindicato, além da paralisação, está prevista uma reunião com as empresas e com a LG ainda nesta terça-feira (6) para falar sobre os impactos aos trabalhadores.
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Fim da produção de celulares
A LG anunciou o fim da produção de celulares nesta segunda-feira (6) após, segundo a empresa, acumular prejuízos com o setor. A empresa tentou vender a área de celulares, mas não conseguiu e decidiu pelo fechamento. “Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) [em perdas] até o final de 2020”, informou a LG em nota.
A medida impacta a fábrica de Taubaté no Brasil, a única do país que produz celulares. De acordo com o sindicato, a unidade tem cerca de mil trabalhadores, sendo 400 desses no setor de celulares.
A medida deixa o futuro dos funcionários incerto. A entidade alega que, desde o anúncio pelos sul-coreanos na imprensa tem se movimentado para saber sobre o futuro dos empregos, mas que somente essa semana a empresa anunciou uma decisão.
Os trabalhadores estão em estado de greve desde o dia 26 de março. Apesar disso, a entidade não confirmou qualquer protesto ou paralisação após o anúncio.
O que diz a empresa
Em nota a empresa informou que “iniciou negociações com o Sindicato da Categoria para implementar compensação adicional aos direitos já vigentes, o que está em andamento”. Disse ainda que estaria com negociações em andamento com o sindicato dos metalúrgicos e analisa medidas também para a as empresas parceiras. Apesar disso, o sindicato informou que apenas hoje deve se reunir com a empresa e que não há termos de acordo com a empresa. Poder público
Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que está em tratativas com a LG desde início de fevereiro e que a montadora sinalizou que tem interesse em reativar a operação da linha branca (geladeiras e lavadoras) na planta, mas que isso dependeria de redução do ICMS pelo Governo de SP. “A Prefeitura está praticando a política de redução de impostos municipais, no limite na lei, para que a empresa permaneça na cidade e os empregos sejam mantidos. A Secretaria de Desenvolvimento e Inovação já informou ao Estado que, caso haja negociação sobre ICMS na planta de Taubaté, a LG informou que há condições de reativar a produção de linha branca”, diz nota.
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