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Câmara abre processo de cassação de vereadores que aparecem em vídeo intimidando médico em Cachoeira Paulista

Comissão Processante de Inquérito vai apurar a conduta dos parlamentares e, a partir da investigação, Felipe Piscina e Max Barros, ambos do DEM, podem ter os mandatos cassados. Vereadores são criticados após vídeo intimidando médico em horário de descanso
A Câmara de Cachoeira Paulista abriu um processo de cassação dos vereadores que aparecem em um vídeo intimidando um médico que estava em horário de descanso. A Comissão Processante de Inquérito (CPI) vai apurar a conduta dos parlamentares e, a partir da investigação, Felipe Piscina e Max Barros, do DEM, podem ter os mandatos cassados. A CPI foi aprovada na sessão desta terça-feira (30) depois do pedido de uma moradora. No plenário, o pedido foi apresentado e aprovado por unanimidade, incluindo os vereadores envolvidos. A comissão vai apurar o caso, dar direito de defesa para que os parlamentares apresentem suas defesas e apresentar o resultado em plenário para que seja votado o pedido de cassação. Além da CPI, a câmara ainda aprovou ainda na terça-feira a abertura de uma apuração pela comissão de ética a pedido da presidência para avaliar se houve quebra de decoro. O processo final desta comissão também pode terminar com a cassação do mandato de ambos. Felipe Piscina e Max Barros também foram a favor desta apuração. Os processos levam 90 dias para a votação final. O DEM, partido representado pelos vereadores, também abriu investigação. De acordo com a legenda, Max Barros foi afastado do cargo de presidente do diretório regional, que exercia até o episódio. Ainda segundo a sigla, após as investigações, os dois podem ser expulsos.
Relembre o caso
Felipe Piscina e Max Barros foram até a Santa Casa na quarta-feira (24) para fiscalizar o atendimento depois de, segundo eles, receberem reclamações sobre a demora no atendimento. Ao chegarem a unidade, eles invadiram a sala de descanso de um dos médicos plantonistas e filmaram a ação.
No vídeo, divulgado na página do vereador Felipe Piscina, ele aparece acusando o médico de dormir no local de trabalho enquanto supostamente recusa atendimento. Na imagem, além de ofender o profissional, ele arremessa e rasga fichas de pacientes. A imagem foi divulgada pelos vereadores que criticaram a situação da saúde na cidade, mas o resultado foi o inverso do esperado com uma série de críticas dos moradores. O médico que aparece na imagem, Rodrigo Valente, cumpria jornada de 36 horas de plantão e estava em um intervalo, previsto por lei, quando foi flagrado.
Após a repercussão, Felipe Piscina chegou a se desculpar com o médico em um vídeo e disse que só teve a abordagem porque não teria sido avisado de que ele estava há tantas horas trabalhando sem descansar. Max alegou que não participou da ação, apenas filmou. O que dizem os vereadores
O G1 conversou com Max Barros que informou que ainda não foi notificado da decisão do DEM e que está tranquilo sobre a investigação da câmara. “Eu não tive conduta errada e estou tranquilo sobre as investigações”, afirmou. O vereador Felipe Piscina não quis comentar.
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Comentário

  • Os dois parlamentares citados na matéria têm de sofrer uma punição exemplar, a mais severa possível. Um verdadeiro absurdo o que eles fizeram com o médico.

    Vereadores não têm o direito de sair por aí intimidando ninguém, muito menos invadir o local de repouso de um profissional de saúde que estava em seu horário de descanso, após um plantão de 36 horas consecutivas de trabalho.

    Parlamentar nenhum tem autoridade legal para intimidar, ofender ou agredir quem quer que seja.

    Na vida cada um é livre para fazer escolhas, mas ao fazê-las, torna-se prisioneiro das consequências (Pablo Neruda).

    Que tenham seus mandatos cassados e tornem-se inelegíveis.

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